quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Fubá e farinha de milho são a mesma coisa?

O fubá e a farinha de milho são produtos derivados do milho, e têm uma aparência semelhante, sendo facilmente confundidos na gôndola do supermercado.

Então, surge a dúvida, fubá e farinha de milho são a mesma coisa?

A resposta é não! Mesmo possuindo a mesma origem (o milho), ambas possuem granulometrias diferentes, sendo o fubá mais fino e a farinha mais grossa.

O fubá é obtido a partir da moagem de milho seco (em torno de 13% de teor de água).

Foto: Fubá.
Além disso, o processamento da farinha se dá a partir do fubá, que é torrado em um forno rotativo (em uma temperatura de 300 °C).

Foto: Farinha de milho.
Ainda, o fubá pode ser classificado como:
• Fubá mimoso (mais fino): bolos e polentas;
• Fubá (propriamente dito, espessura média);
• Sêmola ou semolina (mais grossa): broa.


sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Mandioca brava x Mandioca mansa


A mandioca brava apresenta características diferentes da mandioca mansa, olhando você pode não saber a disparidade, mas conhece-las é importante!
Para ficar mais fácil de entendermos essas diferenças, primeiramente vamos falar de como comumente são chamadas essas mandiocas. No Brasil existem várias variedades de mandioca. Dentre elas, temos a mandioca de mesa, chamada também de macaxeira, aipim ou mandioca mansa.
Fato interessante é que a região do Nordeste brasileiro, por exemplo, as palavras macaxeira e aipim são usadas como sinônimo de mandioca de mesa, ou mandioca mansa, assim, se chamar simplesmente de mandioca, eles podem entender que se trata da mandioca brava. Isso já não ocorre no Sul do país, que usa pouco as palavras macaxeira ou aipim, utilizando simplesmente mandioca.
Não há diferença nas características visuais ou sensoriais, sendo que a maneira de as diferenciar é através de testes em laboratórios, onde os resultados de teor de ácido cianídrico são determinantes para o consumo deste produto. O alto teor de ácido cianídrico que a mandioca brava possui é extremamente toxico ao homem e animais.
A mandioca brava deve ser submetida a técnicas de detoxificação, através da secagem, para que seja consumida. Sendo assim processadas com o intuito de obter, principalmente, farinha, polvilho ou fécula.
Já a mandioca tipo mesa é consumida das mais diferentes formas, como em bolos, biscoitos, pudins ou simplesmente cozida e frita. Portanto, está variedade não precisa ser processada. A mandioca de mesa também possuí ácido cianídrico, porém o teor é baixo (não tóxico).

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Fruta, verdura ou legume?

Pera, uva, maça, salada mista...
Você já cantou essa musiquinha?
Porque será que não cantamos: Tomate, uva, maça, salada mista...
Afinal, tomate é um fruto, também.

Vamos entender melhor essas diferenças?
Coloquei alguns exemplos abaixo:

Tomates
Popularmente chamado de legume, o tomate, botanicamente, é um fruto.


Os frutos surgem do desenvolvimento dos ovários, geralmente após a fecundação dos óvulos. As principais partes de um fruto são o pericarpo, resultante do desenvolvimento do ovário, e as sementes, resultante do desenvolvimento dos óvulos fecundados.
A partir dessa classificação, observamos que o tomate possui pericarpo e sementes, se encaixando nessa classificação.
Outro exemplo de fruto é a azeitona (Veja uma matéria especial sobre esse fruto).


Existe também o oposto, alguns alimentos que chamamos de frutos, mas na verdade não são. Como é o caso do caju, que é um pseudofruto, não sendo desenvolvido a partir do ovário da fruta, como é o caso do tomate.
Outro exemplo de pseudofruto é o morango.

Porém, não são todos os frutos que possuem sementes, como é o caso das bananas (Veja uma matéria especial sobrebanana com semente). Neste caso este fruto é chamado de partenocárpico.
 
Batatas
Chamadas popularmente de legumes, as batatas são caules. Nos caules sempre há a presença de gemas, são a partir delas que ocorrem as brotações.

Você já esqueceu uma batata em um canto da cozinha e ela brotou? É por esse motivo...
Outros exemplos de caules: cebolas e alhos.

Por sua vez, a mandioca, por exemplo, é um legume classificado como tubérculo, já que não há a formação de brotos, como ocorre nos caules.

E as verduras?
As verduras, são plantas herbáceas consumidas, usualmente, sem cozimento. Assim, geralmente comemos suas folhas, como é o caso do agrião, couve e alface.


A partir dessas informações, você consegue classificar o que comeu na sua última refeição?

terça-feira, 11 de abril de 2017

Amido ou fécula?


Você já se perguntou se existe diferença entre esses dois produtos?

Então, existe sim!

Quem define melhor essa diferença é a Anvisa (Agencia Nacional de Vigilância Sanitária), onde:
“Amido é o produto amiláceo extraído das partes aéreas comestíveis dos vegetais”; e,
“Fécula é o produto amiláceo extraído das partes subterrâneas comestíveis dos vegetais”.

Para que você entenda melhor vou exemplificar:
O amido é extraído, por exemplo, do milho. O milho é extraído da parte aérea da planta.

Como exemplo para a fécula temos a fécula de mandioca. A mandioca é extraída de partes subterrâneas da planta.


Ficou mais claro?

Vejamos mais exemplos:
Amido de milho (conforme acima), amido de arroz, amido de trigo.
Fécula de mandioca (conforme acima), fécula de araruta, fécula de batata.


Se você não sabia, agora sabe diferenciar esses produtos?

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Matos de Comer: Picão-preto

As plantas alimentícias não convencionais (PANC) são plantas que a maioria de nós não comemos, ou por falta de conhecimento, ou mesmo costume. Portanto, são plantas alimentícias que poderíamos consumir, mas não consumimos.

Incluem assim uma vasta gama de matos de comer ou hortaliças. Ainda, frutas silvestres e cultivadas em vários lugares; alguns tipos de grãos, vagens, feijões e cereais.

O interesse crescente por essas plantas não está somente em suas características nutricionais, mas também em sua valorização, sendo que as mesmas sofrem um sério risco de desaparecerem. Ainda, auxilia na valorização da nossa diversidade nativa, popularizando o seu uso em determinadas regiões.

Da serie Matos de comer, a sétima planta a ser citada é o: Picão-preto.


Apesar de ser uma planta daninha muito agressiva, o picão-preto apresenta vantagens interessantes para nossa alimentação.

Seu nome cientifico, Bidens, vem do latim e significa “dois dentes”, remetendo à forma de sua fixação em determinados lugares quando em contato. Como quando andamos em lugares que tem picão e eles grudam nos nossos pelos ou roupas.

Muito utilizado pelos indígenas, como planta medicinal, o picão é rico em vitaminas e minerais, como o magnésio, o ferro e o potássio.

Seu sabor levemente picante lembra o espinafre. Isso se deve, pois, o picão-preto apresenta muitas saponinas, por isso antes do seu consumo deve ser fervido.

Com crescimento rápido e abrasivo, apresenta flores amarelas, no caso do picão-preto e flores brancas, no caso do picão-branco, facilitando sua forma de identificação.

Para o consumo suas folhas jovens e brotos são mais gostosos. Suas folhas podem ser utilizadas em chás, na sopa ou colocadas no arroz que vai cozinhar, ou até na omelete.

Desidratada pode ser misturada juntamente com a farinha, a fim de enriquecer o pão, por exemplo.

Vale lembrar que essas informações foram obtidas através de estudos. Jamais poderão ser utilizadas plantas, raízes e frutos desconhecidos, podendo os mesmos ser tóxicos, ocasionando alergias até a morte.

Quando fizer a opção por PANC é de extrema importância ter a certeza que de fato são alimentícias. Para isso você pode consultar o livro Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC) no Brasil, resultado de 10 anos de trabalho dos autores Valdely Kinupp e Harri Lorenzi.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Matos de Comer: Capuchinha

As plantas alimentícias não convencionais (PANC) são plantas que a maioria de nós não comemos, ou por falta de conhecimento, ou mesmo costume. Portanto, são plantas alimentícias que poderíamos consumir, mas não consumimos.

Incluem assim uma vasta gama de matos de comer ou hortaliças. Ainda, frutas silvestres e cultivadas em vários lugares; alguns tipos de grãos, vagens, feijões e cereais.

O interesse crescente por essas plantas não está somente em suas características nutricionais, mas também em sua valorização, sendo que as mesmas sofrem um sério risco de desaparecerem. Ainda, auxilia na valorização da nossa diversidade nativa, popularizando o seu uso em determinadas regiões.

Da serie Matos de comer, a sexta planta a ser citada é a: Capuchinha


Planta ornamental e rasteira, a capuchinha é muito utilizada na alimentação em diversos países. Com flores das mais diferentes cores e folhas arredondadas, seu sabor é picante e lembra o agrião.

Suas folhas podem ser usadas em saladas, omeletes e tortas.

Suas flores, que são ricas em carotenoides e vitamina C, são bem versáteis e famosas na cozinha, combinando com saladas, carnes e queijos.


Seus frutos também podem ser usados, podendo transforma-los em picles.

Para o seu cultivo não são necessários muitos cuidados. Para o plantio basta pegar uma muda ou um galho e colocá-lo em terra úmida. Ela não é exigente quanto à adubação, mas gosta de umidade no solo, por isso deve-se garantir que o mesmo não fique seco.

domingo, 28 de agosto de 2016

Matos de Comer: Vinagreira

As plantas alimentícias não convencionais (PANC) são plantas que a maioria de nós não comemos, ou por falta de conhecimento, ou mesmo costume. Portanto, são plantas alimentícias que poderíamos consumir, mas não consumimos.

Incluem assim uma vasta gama de matos de comer ou hortaliças. Ainda, frutas silvestres e cultivadas em vários lugares; alguns tipos de grãos, vagens, feijões e cereais.

O interesse crescente por essas plantas não está somente em suas características nutricionais, mas também em sua valorização, sendo que as mesmas sofrem um sério risco de desaparecerem. Ainda, auxilia na valorização da nossa diversidade nativa, popularizando o seu uso em determinadas regiões.

Da serie Matos de comer, a quinta planta a ser citada é a: Vinagreira


Também chamada de hibisco, recebe o nome de vinagreira devido ao seu sabor extremamente acido.

Pertencente à família do quiabo, seus frutos parecem pequenos “quiabinhos”, porém deve se tomar o cuidado de consumir apenas seu cálice externo.


Seu chá, muito famoso, de coloração vermelha, sabor acido e frutado, deve ser feito a partir dos pequenos cálices dos frutos, colhidos ainda imaturos e colocados para secar.

Suas sementes são ricas em proteínas e podem virar farinha, ou claro, se transformarem em novas plantas.

Suas folhas também podem ser utilizadas, como exemplo o arroz de cuxá, típico do Maranhão.

Sua planta é um arbusto perene que pode chegar a 4 metros de altura, com folhagem verde ou arroxeada. Gosta de sol, e sua floração e produção ocorrem uma vez por ano.

sábado, 27 de agosto de 2016

Matos de Comer: Trevo

As plantas alimentícias não convencionais (PANC) são plantas que a maioria de nós não comemos, ou por falta de conhecimento, ou mesmo costume. Portanto, são plantas alimentícias que poderíamos consumir, mas não consumimos.

Incluem assim uma vasta gama de matos de comer ou hortaliças. Ainda, frutas silvestres e cultivadas em vários lugares; alguns tipos de grãos, vagens, feijões e cereais.

O interesse crescente por essas plantas não está somente em suas características nutricionais, mas também em sua valorização, sendo que as mesmas sofrem um sério risco de desaparecerem. Ainda, auxilia na valorização da nossa diversidade nativa, popularizando o seu uso em determinadas regiões.

Da serie Matos de comer, a quarta planta a ser citada é o: Trevo


Também chamado de azedinho, os trevos podem ser comidos, porém em poucas quantidades, devido ao ácido oxálico, sendo tóxicos em excesso. Inclusive, é essa substância que deixa o trevo com esse sabor.

Crescem por toda parte, com pequenas folhas verdes, formando um trevo, às vezes de 3 folhas, as vezes de 4 folhas, das mais diferentes tonalidades de verde, e as vezes até roxas.

Além de suas folhas, seus bulbos também podem ser consumidos, mas com a mesma regra citada acima.

Bulbos de Trevo. Foto: Come-se


sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Matos de Comer: Taioba

As plantas alimentícias não convencionais (PANC) são plantas que a maioria de nós não comemos, ou por falta de conhecimento, ou mesmo costume. Portanto, são plantas alimentícias que poderíamos consumir, mas não consumimos.

Incluem assim uma vasta gama de matos de comer ou hortaliças. Ainda, frutas silvestres e cultivadas em vários lugares; alguns tipos de grãos, vagens, feijões e cereais.

O interesse crescente por essas plantas não está somente em suas características nutricionais, mas também em sua valorização, sendo que as mesmas sofrem um serio risco de desaparecerem. Ainda, auxilia na valorização da nossa diversidade nativa, popularizando o seu uso em determinadas regiões.

Da serie Matos de comer, a terceira planta a ser citada é a: Taioba



Planta nativa muito conhecida, a taioba pode chegar a mais de um metro de altura, sendo sua coloração verde e o formato de coração. Seu sabor é parecido com couve e o espinafre, porém mais suave. Por apresentar essa coloração, sendo rica em clorofila, é muito usada em sopas, caldos e como "charutos".


"Charutos" de Taioba. Foto: Alimentação segura

Seu consumo se dá após seu cozimento, já que crua dá muito ardência a boca, podendo levar a graves problemas de saúde. Portanto, para o seu uso, remova as partes mais grossas da folha, pique-a e ferva-a, a fim de retirar suas toxinas.

Além de suas folhas, sua raiz e cormo* também podem ser consumidos.

Gosta muito de ambientes sombreados e úmidos e se multiplica a partir de brotos em torno da planta-mãe.

Para não ocorrer confusão, já que existem plantas muito parecidas com a Taioba, leia essa matéria de identificação:
http://www.matosdecomer.com.br/2014/06/taiobas-confusao-guia-definitivo-de.html

Vale lembrar que essas informações foram obtidas através de estudos. Jamais poderão ser utilizadas plantas, raízes e frutos desconhecidos, podendo os mesmos ser tóxicos, ocasionando alergias até a morte.

Quando fizer a opção por PANC é de extrema importância ter a certeza que de fato são alimentícias. Para isso você pode consultar o livro Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC) no Brasil, resultado de 10 anos de trabalho dos autores Valdely Kinupp e Harri Lorenzi.


*cormo: caule subterrâneo, semelhante ao bulbo.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Matos de comer: Lírio-do-brejo


As plantas alimentícias não convencionais (PANC) são plantas que a maioria de nós não comemos, ou por falta de conhecimento, ou mesmo costume. Portanto, são plantas alimentícias que poderíamos consumir, mas não consumimos.

Incluem assim uma vasta gama de matos de comer ou hortaliças. Ainda, frutas silvestres e cultivadas em vários lugares; alguns tipos de grãos, vagens, feijões e cereais.

O interesse crescente por essas plantas não está somente em suas características nutricionais, mas também em sua valorização, sendo que as mesmas sofrem um serio risco de desaparecerem. Ainda, auxilia na valorização da nossa diversidade nativa, popularizando o seu uso em determinadas regiões.

Da serie Matos de comer, a segunda planta a ser citada é o: Lírio-do-brejo


Da mesma família do gengibre, o lírio-do-brejo possui uma folhagem verde muito ornamental, apresentando flores brancas e perfumadas, perfume que lembra os lírios-do-campo.

Suas flores são comestíveis e inclusive podem ser consumidas cruas.

Sua raiz espessa e rosada, apesar de não ser muito picante, pode substituir o gengibre em diferentes receitas. Ainda é rica em fécula, podendo ocorrer sua extração e posterior utilização na indústria alimentar.

Suas folhas podem ser utilizadas para assar carnes e peixes, enrolando-as na carne e colocando-as sobre as brasas.

Como o nome sugere, a planta aprecia regiões de brejo, com solos ricos em matéria orgânica e úmidos, devendo ser cultivada na sombra. Apresenta grande potencial invasivo, por isso sua área de plantio deve ser bem planejada a fim de não ocorrer invasões em áreas indesejáveis.


Vale lembrar que essas informações foram obtidas através de estudos. Jamais poderão ser utilizadas plantas, raízes e frutos desconhecidos, podendo os mesmos ser tóxicos, ocasionando alergias até a morte.

Quando fizer a opção por PANC é de extrema importância ter a certeza que de fato são alimentícias. Para isso você pode consultar o livro Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC) no Brasil, resultado de 10 anos de trabalho dos autores Valdely Kinupp e Harri Lorenzi.


quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Matos de comer: Vitória-régia


As plantas alimentícias não convencionais (PANC) são plantas que a maioria de nós não comemos, ou por falta de conhecimento, ou mesmo costume. Portanto, são plantas alimentícias que poderíamos consumir, mas não consumimos.

Incluem assim uma vasta gama de matos de comer ou hortaliças. Ainda, frutas silvestres e cultivadas em vários lugares; alguns tipos de grãos, vagens, feijões e cereais.

O interesse crescente por essas plantas não está somente em suas características nutricionais, mas também em sua valorização, sendo que as mesmas sofrem um serio risco de desaparecerem. Ainda, auxilia na valorização da nossa diversidade nativa, popularizando o seu uso em determinadas regiões.
Selecionei sete (7) PANC para conhecermos durante essa semana, assim diariamente será postado um texto sobre uma delas.

Como vocês a serie: Matos de comer.

A primeira planta a ser citada é a: Vitória-régia


A vitória-régia é uma planta aquática emblemática da Amazônia. Suas folhas verdes circulares podem chegar a 3 metros, formando bordas em suas laterais.

Suas flores, que abrem somente à noite, são parecidas com rosas, apresentando perfume adocicado. Após sua floração apresentam coloração branca, porém com sua polinização se tornam da cor rosa claro.
Suas flores são comestíveis, não precisando de nenhum tratamento para seu consumo.


Suas sementes e rizomas também podem ser consumidos, sendo ricos em ferro e amido. Inclusive as sementes, que são provenientes dos frutos, podem ser utilizadas como pipoca e até na fabricação de tapioca.
Sua folha é utilizada pelos índios como laxante e com propriedades cicatrizantes.

Vale lembrar que essas informações foram obtidas através de estudos. Jamais poderão ser utilizadas plantas, raízes e frutos desconhecidos, podendo os mesmos ser tóxicos, ocasionando alergias até a morte.

Quando fizer a opção por PANC é de extrema importância ter a certeza que de fato são alimentícias. Para isso você pode consultar o livro Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC) no Brasil, resultado de 10 anos de trabalho dos autores Valdely Kinupp e Harri Lorenzi.


domingo, 21 de agosto de 2016

Você sabe o que está comendo?


Em julho de 2016 a Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) proibiu a venda e distribuição de um lote de extrato de tomate de uma marca bastante conhecida.
Essa proibição se deu, pois, o lote estava acima do limite máximo de tolerância estipulado pela legislação vigente para pelos de roedores*.

Quem tiver curiosidade de ler e verificar a referida norma, abaixo o link:
http://portal.anvisa.gov.br/documents/33880/2568070/rdc0014_28_03_2014.pdf/9a5267c3-848f-4c62-b305-e63f25d6118e

Esse limite permitido é estabelecido buscando alguns requisitos mínimos de “matérias estranhas” em alimentos e bebidas.

No caso citado o limite máximo da legislação é de 1 pelo em 100g de extrato, o que quer dizer que o referido lote estava acima deste limite, ocorrendo sua proibição.

Vejamos agora uma pequena lista desses materiais estranhos e seus limites máximos em determinados alimentos:



Ficou curioso? Entre no link da norma e veja os limites determinados em outros alimentos e bebidas.

* roedores: rato, ratazana e camundongo, inteiros ou em partes;
** insetos: baratas, formigas, moscas que se reproduzem ou que tem por hábito manter contato com fezes, cadáveres e lixo, bem como barbeiros, em qualquer fase de desenvolvimento, vivos ou mortos, inteiros ou em partes;


quinta-feira, 7 de abril de 2016

Limão Cayne

Da série: que limão é esse?

Hoje a matéria vai mostrar um limão diferente, que talvez você não conheça.

O Limão Cayne, chamado também de Bilimbi (devido ao seu nome cientifico Averrhoa bilimbi), ou limão Caiena (aqui no Brasil), é uma espécie pertencente à família Oxalidaceae, a mesma da carambola.


Sua principal característica é o sabor azedo, assim são usados principalmente na produção de vinagre, picles, geleias e no preparado de pratos do sul da Índia, sendo utilizado ainda para os tratamentos de hiperlipidemia*, hipertensão e diabetes por diferentes comunidades, além do uso local nas picadas de criaturas venenosas.

Seus frutos cilíndricos, quando maduros, apresentam pele fina e textura macia, suas sementes são pequenas e em número que varia de 3 (frutos pequenos) a 15 (frutos grandes). Com polpa suculenta, seu suco representa em média 75% do total, apresentando elevados níveis de ácido oxálico** (9 mg g-1), podendo ser utilizado para remover manchas de ferrugem de roupas e dar brilho a utensílios metálicos.



Sua arvore é cultivada nos estados do Rio de Janeiro, Amazonas, Pará e Santa Catarina, porém sua distribuição ocorre em todo o território nacional.

E aí, ficou curioso para saborear o Cayne?


*níveis elevados de gorduras no sangue.
*composto que ingerido em altas concentrações pode acarretar em efeitos danosos à saúde.


segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Manteiga x Margarina

É muito comum ocorrer certa confusão quando o tema é manteiga e margarina. Algumas pessoas acham que elas são iguais, porém, esses produtos são bem diferentes entre si.
A manteiga é um produto alimentar obtido a partir da nata, logo é um alimento proveniente da cadeia animal.
Já a margarina é proveniente de gorduras vegetais.
Portanto, já vemos uma das principais diferenças entre manteiga e margarina, sua origem.

Outro aspecto importante são as gorduras encontradas em cada uma delas.
Na manteiga predominam o colesterol e a gordura saturada, comuns em alimentos de origem animal.
Já a margarina, que é fabricada através do processo de hidrogenação*, contem gordura trans. Esse processo é feito de forma artificial, afim de sua conservação, por maior período de tempo, e aparência.

Assim, o período de conservação entre elas também é diferente. A manteiga deve ser armazenada sob refrigeração até 90 dias antes e 10 dias após aberta. Enquanto a margarina pode ser conservada até 6 meses antes de ser aberta e até 30 dias depois, também refrigerada.

Observado que o consumo exagerado de manteiga pode acarretar problemas cardiovasculares e o excesso de margarina pode elevar o colesterol ruim.


*A hidrogenação ocorre na presença de catalisadores e o hidrogênio gasoso é incorporado nas duplas ligações dos ácidos graxos insaturados, transformando-os em saturados.

domingo, 22 de novembro de 2015

Nem sempre é da cor que conhecemos

Nessa matéria quero falar um pouquinho de algumas frutas que não apresentam a coloração que caracteristicamente conhecemos.

Laranja vermelha
Conhecida também como toranja, a laranja vermelha possui casca alaranjada similar a laranja comum e sua polpa pode variar do rubi ou carmesim, a cor de escarlate intensa ou quase negra, com sabor doce. Apresenta grande quantidade de pigmentos carotenoides, principalmente o licopeno e o β-caroteno, convertendo-se em vitamina A no nosso organismo.

Foto: Reprodução.

Melancia amarela
A melancia amarela tem um formato redondo, com casca verde clara, lisa e lustrosa. Sua polpa é muito crocante e doce, além de apresentar pouca ou nenhuma semente. Originaria do Japão não apresenta muita similaridade com a melancia comum.

Curiosidade: existe ainda a melancia de casca preta, com polpa vermelha e sementes castanhas escuras.

Foto: Reprodução.

Kiwi amarelo
Este kiwi apresenta uma forma mais oval que o tradicional ou verde, além de apresentar uma casca com menos pilosidade. Seu nome é kiwi Gold (Kiwi ouro) e sua polpa é deliciosamente doce. É um fruto rico em vitamina C, potássio e fosforo.

Curiosidade: A casca marrom e peluda do kiwi verde é muito parecida com a pelagem da ave Kiwi da Nova Zelândia, uma espécie rara, por isso o nome do fruto.

Foto: Reprodução.

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Água dos vegetais


Todos sabemos que os alimentos são fontes de várias substancias necessárias para o bom funcionamento do organismo. Entre elas, a água, que está presente em todos os alimentos, é fundamental para que consigamos realizar diversas atividades metabólicas.

De modo geral, os alimentos de origem vegetal possuem mais água que os de origem animal, fornecendo também fibras, que são responsáveis pelo controle do intestino, vitaminas e outros importantes nutrientes. Para exemplificar, os vegetais (em sua maioria) apresentam cerca de 90% do seu peso constituído de água, enquanto as carnes possuem cerca de 70%.

Entretanto temos que tomar cuidado, pois, somente 10% da água necessária para suprir nossas recomendações diárias podem ser adquiridas pelos alimentos, portanto não deixe de consumir água.

Citamos a seguir alguns alimentos de origem vegetal que são riquíssimos em água, vejamos:
Alface: cerca de 96%;

Espinafre: cerca de 94%;

Melancia: cerca de 92%;

Pepino: cerca de 95%;

Tomate: cerca de 95%;

Acerola: cerca de 90%;

Cenoura: cerca de 90%;

Abacaxi: cerca de 88%;

Abacate: cerca de 83%;

Banana: cerca de 71%.

sábado, 15 de agosto de 2015

Alguns tipos de sais

Presente diariamente na mesa de diversas pessoas, o sal é utilizado para “acentuar” o sabor de vários preparos. O mais frequente é o sal de cozinha ou “refinado”. Porém, existem vários tipos de sais.

Todos possuem sódio em sua composição, entretanto eles se diferenciam pela quantidade de sódio presente e outros minerais, além de seu sabor e textura.

Abaixo relaciono alguns tipos diferentes desse produto:

Sal azul do Irã (antiga Pérsia)
O sal azul é um dos sais mais caros e raros do mundo.

Foto: Spicescave

Sal negro do Havaí
Apresenta esta coloração por causa da presença de pedra vulcânica.


Sal vermelho do Havaí
Sua coloração vem da argila vulcânica que se une aos cristais de sais durante a evaporação da água.


Sal rosa do Himalaia
Pode ser facilmente encontrado no Brasil, sendo o mais popular entre os brasileiros. Apresenta o menor teor de sódio (230 mg/g), bem mais baixo que o sal refinado comum (400 mg/g).

Flor de sal
É obtido na camada superior das salinas, antes de serem depositadas no fundo. No Brasil produzimos esse sal em Mossoró, RN.


Uma curiosidade: a palavra salário é derivada do latim e significa “pagamento em sal”, isso porque no Império Romano o produto tinha alto valor comercial e era utilizado como moeda de troca.