terça-feira, 18 de novembro de 2014

Limões ou limas?

Quando falamos em limões geralmente lembramos do galego e do tahiti, não é mesmo?

Porém, esses frutos na verdade não são limões. Isso mesmo, eles são limas ácidas.

As principais diferenças entre limões e limas ácidas estão no tamanho e no sabor, os limões são ligeiramente mais suaves.  Os rendimentos para suco também são diferentes, nesse aspecto as limas são um pouco melhores.

Então qual seria o limão verdadeiro? De casca amarela e aroma suave, o siciliano é o limão propriamente dito.

Limas e limão. Foto: Reprodução.


Esses cítricos apresentam características nutricionais parecidas, destacando-se a presença de vitamina C, que previne diversas doenças. Inclusive, apresentam vitamina C bem similares as da laranja, aproximadamente 53 mg/100g.

Talvez a lima apareça na sua próxima lista de mercado, que tal?



sábado, 1 de novembro de 2014

Como a salsicha é feita?

Você já se perguntou como a salsicha é produzida?

Utilizada principalmente no cachorro-quente, a salsicha passa por linhas de produção automatizadas até sua chegada ao consumidor final. A matéria-prima é chamada de Carne Mecanicamente Separada (CMS), sendo utilizada a carne bovina, suína ou de frango triturada. O sabor do produto varia conforme o fabricante, com a possibilidade da inclusão de sal, pimenta, alho, entre outros. Também ocorre a adição de aditivos (ex.: nitrito) e o amido para a estabilização da emulsão.

Foto: Reprodução.


Primeiramente ocorre a seleção da matéria-prima, nessa etapa acontece a trituração formando uma massa bem fina, a qual são acrescentados os outros ingredientes. Após a mistura, a massa é colocada dentro de envoltórios sintéticos, dando formato ao produto. A salsicha é então cozida (± 70° C) e em seguida passa por resfriamento sendo retirados os envoltórios. Nesse processo pode ocorrer o tingimento ficando com uma coloração atraente ao consumidor. Ao final o produto é embalado e distribuído.


Curioso, não é mesmo?!

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Mangalitsa, a carne “disfarçada”

Você já pensou em um animal que parece ovelha, mas na verdade é porco?

Ele existe, é a raça de suínos chamada Mangalitsa. Sua carne é servida nos principais e mais renomados restaurantes do mundo.

Foto: Orycteropus

A carne de Mangalitsa é uma carne rara, depois de quase desaparecer no século passado, ressurgiu na Hungria. Inclusive, é uma das mais antigas raças europeias, e sua criação começou na própria Hungria.

É uma raça de porcos autóctones* que possui uma espessa camada de pelos encaracolados.

A carne é de excelente qualidade, tem alto teor de matéria seca e sua coloração avermelhada é atrativa. Seu agradável sabor característico é derivado da sua gordura em torno do tecido muscular.

A gordura de Mangalitsa contém 12-16% menos ácidos graxos e 8-10% de ácidos graxos insaturados a mais que as raças modernas de suínos. Portanto, alega-se que a gordura é mais suave e mais fácil de ser digerida.

Que tal no próximo churrasco uma carne de Mangalitsa?!


*Natural do país em que habita e proveniente das raças que ali sempre habitaram.

domingo, 28 de setembro de 2014

QUINOA: um riquíssimo grão



No ano passado (2013) a Organização das Nações Unidas (ONU) proclamou em Assembleia Geral o “Ano Internacional da Quinoa”, com o objetivo de divulgar o grande potencial da quinoa, sendo o lema “Um futuro semeado há milhares de anos”.

Originária dos Andes, é uma planta milenar cultivada pelos povos nativos, onde é conhecida como quinua. Seu destaque é devido à qualidade de sua proteína, com boa distribuição de aminoácidos essenciais, que se assemelham a caseína (fração proteica do leite), além de possuir um alto valor nutritivo e baixo colesterol. Alérgicos ao glúten tem na quinoa uma ótima opção de consumo, devido ausência do mesmo.

A quinoa pertence à família Chenopodiaceae, a mesma da beterraba, e seus grãos se apresentam em cores bem diferentes, existindo quinoa na cor branca, amarela, violeta, avermelhada, acinzentada e preta.


Na culinária podem ser servidas salpicadas em saladas, misturadas em molhos ou cereais matinais, até como componentes de sopas. Processada como farinha, pode ser utilizada em diversas receitas, ainda seus botões florais podem ser servidos cozidos.


sábado, 13 de setembro de 2014

Picolé – Uma invenção com mais de 100 anos


Picolé, uma ótima pedida para os dias quentes, ou também para os dias frios, não é mesmo?!

Mas você sabe quem o inventou, ou de onde surgiu?

Tudo começou com um menino...

Em uma noite fria em San Francisco, Califórnia, Frank Epperson, um menino de 11 anos de idade, esqueceu um recipiente com uma mistura de suco e um palito (que utilizava para misturar a água com o pó) no exterior de sua casa. Pela manhã, Epperson encontrou sua mistura e observou que a mesma havia se transformado em um delicioso pedaço de gelo doce em um palito. Sua descoberta agradou seus amigos, mas o garoto acabou crescendo e se dedicando ao ramo imobiliário e esquecendo sua invenção.

Porém, em 1924 seu produto foi patenteado. Frank deu entrada a uma série de patentes para assegurar sua “confeitaria gelada”. Os datados abordavam sua consistência, material do palito (emprego de um palito de madeira), seu formato (tubos de ensaio) e seu método de congelamento (refrigeração rápida).

O primeiro nome do picolé foi “epsicle”. Posteriormente mudou para “pop’s sicle” que significa gelinho do papai, foi daí que veio o nome original, em inglês, do picolé: “popsicle”.

Curiosidade:
Um dos picolés mais antigos do Brasil é o Eski-bon, da Nestlé. Ele foi criado em 1942, mais de 70 anos atrás.


sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Dovyalis, uma linda fruta exótica

Pertencente à família Salicaceae (a mesma do chorão, árvore ornamental muito plantada na região) a Dovyalis compõe diversas espécies, sendo as principais Dovyalis caffra e Dovyalis hebecarpa.

Nessa matéria vamos falar da Dovyalis hebecarpa, conhecida também como Groselha do Ceilão, ou ainda em inglês como Ketembilla.

Originária do sul da Índia ou do Sri Lanka, foi difundida rapidamente em regiões tropicais e até regiões temperadas.
O fruto tem formato esférico, polpa suculenta e naturalmente ácida (levemente adocicada), podendo ser consumido ao natural ou processado (como geleias e sucos). Possui uma fina pele com coloração de laranja à vermelho-arroxeado, recoberta por uma leve pelugem que proporciona uma textura agradável ao toque.

Suas sementes são pequenas e facilmente removíveis. Usualmente, sua propagação é realizada através de sementes, podendo também ser feita por estaquia, enxertia e alporquia*.
Os frutos podem ser considerados boa fonte de Vitamina C, apresentando em média 120,3 mg/100g. Em comparação, a laranja apresenta em média 53,2 mg/100g.

Foto: Laureth.


*Alporquia: o método consiste em estimular o crescimento de raízes em um ramo ou caule de uma planta, envolvendo um pedaço de ramo por terra ou musgo em um pedaço de pano ou plástico. Após algum tempo, formam-se raízes podendo o ramo ser retirado e plantado.


quarta-feira, 13 de agosto de 2014

PIMENTAS

Cultivadas em todo território nacional, as pimentas apresentam variações de tamanho, cor, sabor e, é claro, de ardência.

Nesta matéria serão apresentadas algumas espécies e suas principais características.

A espécie Capsicum frutescens é o tipo mais consumido e conhecido no país, destacando-se a Malagueta e Tabasco, caracterizadas por serem extremamente picantes.


A C. annuum é a mais cultivada no país. Como exemplo as pimentas Jalapeño (originária do México) e Cayenne, que podem ser consumidas frescas, ou na forma de molhos e conservas.

Com ardência menos intensa que o grupo anterior, os tipos mais comuns da espécie C. baccatum são as pimentas Dedo-de-Moça e Cambuci (com cultivares doce).

C. chinense é a mais brasileira das espécies domesticadas, caracterizando-se pelo seu aroma acentuado. Há variedades do grupo extremamente picantes, com a pimenta Habanero, e variedades doces, com a pimenta Biquinho. Diferenciam-se ainda por suas cores e formatos.


Algumas curiosidades:
 ü  Originária da América as pimentas ardem por causa de uma substância chamada capsaína, que possui um efeito benéfico à medida que é absorvida pelo corpo.
 ü  Existe uma unidade de medida do ardor da pimenta, chamada Unidade de Calor Scoville (SHU).
 ü  A Trinidade Moruga Scorpion é considerada a pimenta mais ardida do mundo, variedade da espécie C. chinense.