domingo, 18 de janeiro de 2015

Entomofagia: a “arte” de comer insetos

Foto: SuperChefs

Servidos em vários países e considerados deliciosos petiscos, a utilização de insetos como alimento para o ser humano é chamado de entomofagia ou antropoentomofagia.

Das diversas espécies já registradas, cerca de 1.400 são utilizadas como alimento.

Listei abaixo alguns “bichinhos” um tanto curiosos que são consumidos ao redor do mundo, e aqui no Brasil também!

Formigas: os abdomens ovados de tanajura, por exemplo, são saboreados por muitos brasileiros com arroz e feijão, o que substitui a carne de animais domésticos e silvestres;

Bichos-das-palmeiras: larvinhas gorduchas que podem ser consumidas in natura ou tostadas;

Aranhas: tarântulas fritas no óleo quente e temperadas, se destacam por suas patas crocantes e barriga grudenta;

Libélulas: podem ser consumidas cozidas ou fritas.

E aí, você já comeu algum desses? Comeria?

Vale lembrar que somente alguns insetos foram listados, existem mais para apreciarmos, topa?


sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Leite de búfala

Originários da Ásia, os búfalos foram trazidos para o Brasil em um barco que aportou na ilha de Marajó (PA), há aproximadamente 123 anos atrás.

Os bubalinos são dóceis e se adaptam muito bem às diferentes condições ambientais, o que possibilitou ao Brasil utilizar esses animais na produção de leite e carne para o consumo humano. O leite desses animais é destinado principalmente à produção de queijo tipo “Muzzarrella”.

A produção de leite de búfala no nosso país tem crescido consideravelmente. Para se ter uma ideia, o ano de 2013 fechou com aproximadamente 20% de aumento comparado com o ano anterior.

Quando comparado ao leite de vaca apresenta algumas diferenças, pois contem maiores teores de proteína, gordura, minerais como o cálcio e fósforo, bem como teores mais elevados de lactose. Outra característica é a ausência de β-caroteno (responsável pela coloração amarelada no leite de vaca) o que confere a esse leite uma coloração branca peculiar.

Foto: Reprodução.

Curiosidades:
A Associação Brasileira de Criadores de Búfalos (A.B.C.B) completou 54 anos em abril deste ano.

As búfalas produzem 70% do leite consumido na Índia (segundo país mais populoso do mundo).

Nos anos de 2001 à 2005 o consumo de laticínios feito com leite de búfala cresceu 135% no Brasil, segundo a A.B.C.B.


terça-feira, 18 de novembro de 2014

Limões ou limas?

Quando falamos em limões geralmente lembramos do galego e do tahiti, não é mesmo?

Porém, esses frutos na verdade não são limões. Isso mesmo, eles são limas ácidas.

As principais diferenças entre limões e limas ácidas estão no tamanho e no sabor, os limões são ligeiramente mais suaves.  Os rendimentos para suco também são diferentes, nesse aspecto as limas são um pouco melhores.

Então qual seria o limão verdadeiro? De casca amarela e aroma suave, o siciliano é o limão propriamente dito.

Limas e limão. Foto: Reprodução.


Esses cítricos apresentam características nutricionais parecidas, destacando-se a presença de vitamina C, que previne diversas doenças. Inclusive, apresentam vitamina C bem similares as da laranja, aproximadamente 53 mg/100g.

Talvez a lima apareça na sua próxima lista de mercado, que tal?



sábado, 1 de novembro de 2014

Como a salsicha é feita?

Você já se perguntou como a salsicha é produzida?

Utilizada principalmente no cachorro-quente, a salsicha passa por linhas de produção automatizadas até sua chegada ao consumidor final. A matéria-prima é chamada de Carne Mecanicamente Separada (CMS), sendo utilizada a carne bovina, suína ou de frango triturada. O sabor do produto varia conforme o fabricante, com a possibilidade da inclusão de sal, pimenta, alho, entre outros. Também ocorre a adição de aditivos (ex.: nitrito) e o amido para a estabilização da emulsão.

Foto: Reprodução.


Primeiramente ocorre a seleção da matéria-prima, nessa etapa acontece a trituração formando uma massa bem fina, a qual são acrescentados os outros ingredientes. Após a mistura, a massa é colocada dentro de envoltórios sintéticos, dando formato ao produto. A salsicha é então cozida (± 70° C) e em seguida passa por resfriamento sendo retirados os envoltórios. Nesse processo pode ocorrer o tingimento ficando com uma coloração atraente ao consumidor. Ao final o produto é embalado e distribuído.


Curioso, não é mesmo?!

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Mangalitsa, a carne “disfarçada”

Você já pensou em um animal que parece ovelha, mas na verdade é porco?

Ele existe, é a raça de suínos chamada Mangalitsa. Sua carne é servida nos principais e mais renomados restaurantes do mundo.

Foto: Orycteropus

A carne de Mangalitsa é uma carne rara, depois de quase desaparecer no século passado, ressurgiu na Hungria. Inclusive, é uma das mais antigas raças europeias, e sua criação começou na própria Hungria.

É uma raça de porcos autóctones* que possui uma espessa camada de pelos encaracolados.

A carne é de excelente qualidade, tem alto teor de matéria seca e sua coloração avermelhada é atrativa. Seu agradável sabor característico é derivado da sua gordura em torno do tecido muscular.

A gordura de Mangalitsa contém 12-16% menos ácidos graxos e 8-10% de ácidos graxos insaturados a mais que as raças modernas de suínos. Portanto, alega-se que a gordura é mais suave e mais fácil de ser digerida.

Que tal no próximo churrasco uma carne de Mangalitsa?!


*Natural do país em que habita e proveniente das raças que ali sempre habitaram.

domingo, 28 de setembro de 2014

QUINOA: um riquíssimo grão



No ano passado (2013) a Organização das Nações Unidas (ONU) proclamou em Assembleia Geral o “Ano Internacional da Quinoa”, com o objetivo de divulgar o grande potencial da quinoa, sendo o lema “Um futuro semeado há milhares de anos”.

Originária dos Andes, é uma planta milenar cultivada pelos povos nativos, onde é conhecida como quinua. Seu destaque é devido à qualidade de sua proteína, com boa distribuição de aminoácidos essenciais, que se assemelham a caseína (fração proteica do leite), além de possuir um alto valor nutritivo e baixo colesterol. Alérgicos ao glúten tem na quinoa uma ótima opção de consumo, devido ausência do mesmo.

A quinoa pertence à família Chenopodiaceae, a mesma da beterraba, e seus grãos se apresentam em cores bem diferentes, existindo quinoa na cor branca, amarela, violeta, avermelhada, acinzentada e preta.


Na culinária podem ser servidas salpicadas em saladas, misturadas em molhos ou cereais matinais, até como componentes de sopas. Processada como farinha, pode ser utilizada em diversas receitas, ainda seus botões florais podem ser servidos cozidos.


sábado, 13 de setembro de 2014

Picolé – Uma invenção com mais de 100 anos


Picolé, uma ótima pedida para os dias quentes, ou também para os dias frios, não é mesmo?!

Mas você sabe quem o inventou, ou de onde surgiu?

Tudo começou com um menino...

Em uma noite fria em San Francisco, Califórnia, Frank Epperson, um menino de 11 anos de idade, esqueceu um recipiente com uma mistura de suco e um palito (que utilizava para misturar a água com o pó) no exterior de sua casa. Pela manhã, Epperson encontrou sua mistura e observou que a mesma havia se transformado em um delicioso pedaço de gelo doce em um palito. Sua descoberta agradou seus amigos, mas o garoto acabou crescendo e se dedicando ao ramo imobiliário e esquecendo sua invenção.

Porém, em 1924 seu produto foi patenteado. Frank deu entrada a uma série de patentes para assegurar sua “confeitaria gelada”. Os datados abordavam sua consistência, material do palito (emprego de um palito de madeira), seu formato (tubos de ensaio) e seu método de congelamento (refrigeração rápida).

O primeiro nome do picolé foi “epsicle”. Posteriormente mudou para “pop’s sicle” que significa gelinho do papai, foi daí que veio o nome original, em inglês, do picolé: “popsicle”.

Curiosidade:
Um dos picolés mais antigos do Brasil é o Eski-bon, da Nestlé. Ele foi criado em 1942, mais de 70 anos atrás.