sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Dovyalis, uma linda fruta exótica

Pertencente à família Salicaceae (a mesma do chorão, árvore ornamental muito plantada na região) a Dovyalis compõe diversas espécies, sendo as principais Dovyalis caffra e Dovyalis hebecarpa.

Nessa matéria vamos falar da Dovyalis hebecarpa, conhecida também como Groselha do Ceilão, ou ainda em inglês como Ketembilla.

Originária do sul da Índia ou do Sri Lanka, foi difundida rapidamente em regiões tropicais e até regiões temperadas.
O fruto tem formato esférico, polpa suculenta e naturalmente ácida (levemente adocicada), podendo ser consumido ao natural ou processado (como geleias e sucos). Possui uma fina pele com coloração de laranja à vermelho-arroxeado, recoberta por uma leve pelugem que proporciona uma textura agradável ao toque.

Suas sementes são pequenas e facilmente removíveis. Usualmente, sua propagação é realizada através de sementes, podendo também ser feita por estaquia, enxertia e alporquia*.
Os frutos podem ser considerados boa fonte de Vitamina C, apresentando em média 120,3 mg/100g. Em comparação, a laranja apresenta em média 53,2 mg/100g.

Foto: Laureth.


*Alporquia: o método consiste em estimular o crescimento de raízes em um ramo ou caule de uma planta, envolvendo um pedaço de ramo por terra ou musgo em um pedaço de pano ou plástico. Após algum tempo, formam-se raízes podendo o ramo ser retirado e plantado.


quarta-feira, 13 de agosto de 2014

PIMENTAS

Cultivadas em todo território nacional, as pimentas apresentam variações de tamanho, cor, sabor e, é claro, de ardência.

Nesta matéria serão apresentadas algumas espécies e suas principais características.

A espécie Capsicum frutescens é o tipo mais consumido e conhecido no país, destacando-se a Malagueta e Tabasco, caracterizadas por serem extremamente picantes.


A C. annuum é a mais cultivada no país. Como exemplo as pimentas Jalapeño (originária do México) e Cayenne, que podem ser consumidas frescas, ou na forma de molhos e conservas.

Com ardência menos intensa que o grupo anterior, os tipos mais comuns da espécie C. baccatum são as pimentas Dedo-de-Moça e Cambuci (com cultivares doce).

C. chinense é a mais brasileira das espécies domesticadas, caracterizando-se pelo seu aroma acentuado. Há variedades do grupo extremamente picantes, com a pimenta Habanero, e variedades doces, com a pimenta Biquinho. Diferenciam-se ainda por suas cores e formatos.


Algumas curiosidades:
 ü  Originária da América as pimentas ardem por causa de uma substância chamada capsaína, que possui um efeito benéfico à medida que é absorvida pelo corpo.
 ü  Existe uma unidade de medida do ardor da pimenta, chamada Unidade de Calor Scoville (SHU).
 ü  A Trinidade Moruga Scorpion é considerada a pimenta mais ardida do mundo, variedade da espécie C. chinense.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Jatobá, você já ouviu falar?


Podendo atingir até 20 m de altura, o jatobá é uma leguminosa arbórea que frutifica de julho a outubro. Da mesma família do feijão e do pau-brasil sua ocorrência natural se concentra nas vegetações do Cerrado e Cerradão brasileiro, sendo sua distribuição nos estados: Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Piauí, São Paulo e Tocantins.


Pode ser chamado também de jatobá-do-cerrado, jatobá-capão, jatobaí, jutaí, jutaicica, entre outros. Seus frutos são em forma de vagens, de cor escura (marrom-avermelhada), com sementes envolta de uma polpa amarelo-pálida (em média de 3 a 6 sementes por fruto), adocicada, farinácea, comestível.

O jatobazeiro pode ser utilizado na produção de vários produtos. Além da ornamentação urbana, sua madeira é apreciada pela construção civil, podendo-se extrair por cozimento, de sua entrecasca, uma tinta de cor vermelha. De sua casca são retiradas resinas, utilizadas na indústria de vernizes e nas áreas farmacêutica e da medicina. Sua polpa é utilizada como laxante na medicina popular. Ainda, apresenta potencial melífero. Porém, é na alimentação humana que ele é mais aproveitado, sendo sua polpa utilizada para produzir geleias, bolos, pães, licores; além de seu consumo in natura.

O jatobá-do-cerrado apresenta expressivas quantidades de Ca (cálcio), Mg (magnésio) e P (fosforo), apresentando maiores teores de Mg e P do que frutas como banana, laranja, maça e mamão.


segunda-feira, 14 de julho de 2014

Você sabe qual é o café mais caro do mundo?

Apreciado por muitos, o famoso “cafezinho” é cultivado ao redor do mundo todo e das muitas variedades produzidas, algumas têm alcançado uma reputação especial e notoriedade com base em sua raridade e sabor diferenciado.


Com uma produção anual de menos de 500 quilos e preço elevado (considerado o café mais caro do mundo, 1 kg custa aproximadamente US$ 500), o Kopi Luwak é incontestavelmente incomum. Processado no sistema digestivo da civeta (mamífero peludo que lembra um felino) o fruto do café (arábica e/ou robusta) é completamente digerido e os grãos são excretados nas fezes.



Isso mesmo que você leu! Os grãos usados para preparar o café mais caro e raro do mundo são, necessariamente expelidos nas fezes da civeta antes de serem processados e irem para as prateleiras.

Com sabor achocolatado, aveludado e livre de amargor residual, o Kopi é uma palavra Indonésia (e é lá que ele é produzido) que significa café e Luwak é o nome local da civeta. Esse animal seleciona os frutos antes de digeri-los, tornando o processo ainda mais interessante.


Devido ao seu elevado valor, uma alternativa mais barata e brasileira é o Jacu Coffe. Semelhante ao processo de fabricação do Kopi Luwak, ao invés de civetas, são os jacus (gênero de ave) que digerem e excretam o mesmo.

Então, você tomaria um desses cafés? 

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Mirtilo – A fruta azul da longevidade.


Foto: Reprodução.

Espécie nativa dos Estados Unidos e Canadá, o mirtilo ou blueberry (em inglês) é um das frutas frescas mais ricas em antioxidantes já estudadas, tornando-se conhecida como “fruta da longevidade”. Sua riqueza em pigmentos antocianos lhe confere combate aos radicais livres, poder anti-inflamatório, melhora a circulação e reduz o colesterol ruim. Além disso, seu valor nutricional é indiscutível, apresentando vitaminas A, B, C, possuindo ainda sais minerais, magnésio, potássio, cálcio, fósforo, ferro, manganês, ácido cítrico e málico.

Ainda pouco conhecida no Brasil, sua introdução foi realizada em 1983, através de uma coleção de plantas trazidas pela Embrapa Clima Temperado, de Pelotas- RS.

Os frutos pertencentes à família Ericaceae, são de cor azul intensa, formato achatado com aproximadamente 1 cm de diâmetro e 1,5 g de peso, polpa de sabor doce-ácido e muitas sementes de pequeno tamanho.

Os Estados Unidos detêm 50% da produção mundial do fruto, seguido do Canadá, com 33%. Os norte-americanos importam 82% da produção do restante do mundo. Sua comercialização se dá principalmente na forma fresca, e em menor escala para indústria de suco, sorvete e doces.

Foto: Reprodução.

domingo, 15 de junho de 2014

Azeitona: legume, verdura ou fruta?

Você já se perguntou em que categoria a azeitona se encaixa? Pois é, a azeitona é o fruto da oliveira, árvore de porte médio pertencente à família Oleaceae, que pode chegar aos mil anos de longevidade.


Foto: Reprodução.

A azeitona ou oliva, consiste numa drupa* com forma oval, utilizada em diversos produtos, sendo os mais comuns as azeitonas de mesa e o azeite.

Sua coloração varia de verde que passa a violácea ou preto quando madura. Maioritariamente constituída por água, representando 50% do seu peso, e azeite, sendo 20% do seu peso fresco. Quando colhidos não se encontram aptos para o consumo, sendo necessárias algumas alterações que eliminem parcialmente seu amargor característico. Entre os principais processos está à imersão das azeitonas em água corrente ou em soluções salinas.

Para produção do azeite, basicamente os frutos são prensados. O azeite utiliza 90% da produção mundial, sendo o restante consumido como azeitona de mesa.

Foto: Reprodução.

*Drupa: fruto carnoso, com apenas uma semente, sendo esta aderida ao endocarpo.

domingo, 1 de junho de 2014

MARULA: O fruto Africano


A marula é uma árvore frutífera originária da África. O canhoeiro, como também é chamado, tem porte mediano, produz frutos ovoides ou globulosos com polpa suculenta, doce-acidulada e uma semente.

Muito utilizada pela população africana, sua semente serve para extração de óleo para cosméticos, e suas cascas e folhas para produção de medicamentos. O licor é produzido através da fermentação do suco da polpa.

O fruto é uma excelente fonte de vitamina C, variando de 60 mg a 400 mg, sendo seu teor mais elevado que a maioria das frutas, em comparação a laranja apresenta em média 53 mg.

Protegida por leis rigorosas para o tratamento ambiental e colheita sustentável, é considerada um tesouro botânico. Por milhares de anos foi o principal elemento nutricional da população de países como a África do Sul. Evidências de sua existência datam 10 000 AC.

CURIOSIDADES:

O povo de Tonga celebra a Festa das Primícias derramando uma oferta da bebida do suco fresco do fruto sobre os túmulos dos chefes mortos;

Conhecida como árvore dos elefantes, esses animais são atraídos pela fragrância de seus frutos;

Os frutos não servem de alimento somente aos elefantes, mas também aos rinocerontes, javalis, macacos verdes, zebras, porcos-espinhos, entre outros.

As maruleiras podem produzir mais de 500 kg frutos por ano.

Sua semente é extremamente resistente a quebras, para extração dos grãos internos é preciso colocar a mesma em uma superfície de pedra e bater sobre ela com outra pedra dura.