sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Mandioca brava x Mandioca mansa


A mandioca brava apresenta características diferentes da mandioca mansa, olhando você pode não saber a disparidade, mas conhece-las é importante!
Para ficar mais fácil de entendermos essas diferenças, primeiramente vamos falar de como comumente são chamadas essas mandiocas. No Brasil existem várias variedades de mandioca. Dentre elas, temos a mandioca de mesa, chamada também de macaxeira, aipim ou mandioca mansa.
Fato interessante é que a região do Nordeste brasileiro, por exemplo, as palavras macaxeira e aipim são usadas como sinônimo de mandioca de mesa, ou mandioca mansa, assim, se chamar simplesmente de mandioca, eles podem entender que se trata da mandioca brava. Isso já não ocorre no Sul do país, que usa pouco as palavras macaxeira ou aipim, utilizando simplesmente mandioca.
Não há diferença nas características visuais ou sensoriais, sendo que a maneira de as diferenciar é através de testes em laboratórios, onde os resultados de teor de ácido cianídrico são determinantes para o consumo deste produto. O alto teor de ácido cianídrico que a mandioca brava possui é extremamente toxico ao homem e animais.
A mandioca brava deve ser submetida a técnicas de detoxificação, através da secagem, para que seja consumida. Sendo assim processadas com o intuito de obter, principalmente, farinha, polvilho ou fécula.
Já a mandioca tipo mesa é consumida das mais diferentes formas, como em bolos, biscoitos, pudins ou simplesmente cozida e frita. Portanto, está variedade não precisa ser processada. A mandioca de mesa também possuí ácido cianídrico, porém o teor é baixo (não tóxico).

quinta-feira, 18 de maio de 2017

Fruta, verdura ou legume?

Pera, uva, maça, salada mista...
Você já cantou essa musiquinha?
Porque será que não cantamos: Tomate, uva, maça, salada mista...
Afinal, tomate é um fruto, também.

Vamos entender melhor essas diferenças?
Coloquei alguns exemplos abaixo:

Tomates
Popularmente chamado de legume, o tomate, botanicamente, é um fruto.


Os frutos surgem do desenvolvimento dos ovários, geralmente após a fecundação dos óvulos. As principais partes de um fruto são o pericarpo, resultante do desenvolvimento do ovário, e as sementes, resultante do desenvolvimento dos óvulos fecundados.
A partir dessa classificação, observamos que o tomate possui pericarpo e sementes, se encaixando nessa classificação.
Outro exemplo de fruto é a azeitona (Veja uma matéria especial sobre esse fruto).


Existe também o oposto, alguns alimentos que chamamos de frutos, mas na verdade não são. Como é o caso do caju, que é um pseudofruto, não sendo desenvolvido a partir do ovário da fruta, como é o caso do tomate.
Outro exemplo de pseudofruto é o morango.

Porém, não são todos os frutos que possuem sementes, como é o caso das bananas (Veja uma matéria especial sobrebanana com semente). Neste caso este fruto é chamado de partenocárpico.
 
Batatas
Chamadas popularmente de legumes, as batatas são caules. Nos caules sempre há a presença de gemas, são a partir delas que ocorrem as brotações.

Você já esqueceu uma batata em um canto da cozinha e ela brotou? É por esse motivo...
Outros exemplos de caules: cebolas e alhos.

Por sua vez, a mandioca, por exemplo, é um legume classificado como tubérculo, já que não há a formação de brotos, como ocorre nos caules.

E as verduras?
As verduras, são plantas herbáceas consumidas, usualmente, sem cozimento. Assim, geralmente comemos suas folhas, como é o caso do agrião, couve e alface.


A partir dessas informações, você consegue classificar o que comeu na sua última refeição?

terça-feira, 11 de abril de 2017

Amido ou fécula?


Você já se perguntou se existe diferença entre esses dois produtos?

Então, existe sim!

Quem define melhor essa diferença é a Anvisa (Agencia Nacional de Vigilância Sanitária), onde:
“Amido é o produto amiláceo extraído das partes aéreas comestíveis dos vegetais”; e,
“Fécula é o produto amiláceo extraído das partes subterrâneas comestíveis dos vegetais”.

Para que você entenda melhor vou exemplificar:
O amido é extraído, por exemplo, do milho. O milho é extraído da parte aérea da planta.

Como exemplo para a fécula temos a fécula de mandioca. A mandioca é extraída de partes subterrâneas da planta.


Ficou mais claro?

Vejamos mais exemplos:
Amido de milho (conforme acima), amido de arroz, amido de trigo.
Fécula de mandioca (conforme acima), fécula de araruta, fécula de batata.


Se você não sabia, agora sabe diferenciar esses produtos?

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Óleo de semente de uva


Fruto da videira, a uva está entre as frutíferas mais nutritivas utilizadas pela humanidade. Consumidas in natura ou na fabricação de vinhos, sucos, geleias e passas, ainda podem produzir óleo.

 
Esse óleo, extraído a partir de suas sementes (constituindo-se então um produto fabricado a partir de resíduos da indústria vinícola), apresenta alto teor de ácidos graxos insaturados, ácido linoleico e ácido oleico, além de apresentar propriedades antioxidantes devido a presença da vitamina E.

A vitamina E é um poderoso antioxidante que auxilia na manutenção e regeneração do tecido cutâneo. Já o ácido linoleico, também conhecido como ômega 6, é um ácido graxo com elevadas propriedades anti-inflamatórias, importante na cicatrização de feridas, por exemplo.

Segundo a ANVISA o óleo de semente de uva tem características similares ao óleo de girassol, sendo que os ácidos linoleicos e oleicos correspondem a maior concentração do óleo de uva.

A extração desse óleo é realizada pelo método de prensagem ou com a utilização de um solvente (Soxhlet). Pode-se ainda combinar os dois métodos. Das metodologias, a mais utilizada é a prensagem, onde o óleo é extraído com o auxílio de uma prensa mecânica que realiza o esmagamento das sementes removendo parcialmente o óleo.

Sua aplicação vai da cozinha aos tratamentos estéticos, podendo ser utilizado como hidratante corporal e na hidratação de cabelos ressecados.
 

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Matos de Comer: Picão-preto

As plantas alimentícias não convencionais (PANC) são plantas que a maioria de nós não comemos, ou por falta de conhecimento, ou mesmo costume. Portanto, são plantas alimentícias que poderíamos consumir, mas não consumimos.

Incluem assim uma vasta gama de matos de comer ou hortaliças. Ainda, frutas silvestres e cultivadas em vários lugares; alguns tipos de grãos, vagens, feijões e cereais.

O interesse crescente por essas plantas não está somente em suas características nutricionais, mas também em sua valorização, sendo que as mesmas sofrem um sério risco de desaparecerem. Ainda, auxilia na valorização da nossa diversidade nativa, popularizando o seu uso em determinadas regiões.

Da serie Matos de comer, a sétima planta a ser citada é o: Picão-preto.


Apesar de ser uma planta daninha muito agressiva, o picão-preto apresenta vantagens interessantes para nossa alimentação.

Seu nome cientifico, Bidens, vem do latim e significa “dois dentes”, remetendo à forma de sua fixação em determinados lugares quando em contato. Como quando andamos em lugares que tem picão e eles grudam nos nossos pelos ou roupas.

Muito utilizado pelos indígenas, como planta medicinal, o picão é rico em vitaminas e minerais, como o magnésio, o ferro e o potássio.

Seu sabor levemente picante lembra o espinafre. Isso se deve, pois, o picão-preto apresenta muitas saponinas, por isso antes do seu consumo deve ser fervido.

Com crescimento rápido e abrasivo, apresenta flores amarelas, no caso do picão-preto e flores brancas, no caso do picão-branco, facilitando sua forma de identificação.

Para o consumo suas folhas jovens e brotos são mais gostosos. Suas folhas podem ser utilizadas em chás, na sopa ou colocadas no arroz que vai cozinhar, ou até na omelete.

Desidratada pode ser misturada juntamente com a farinha, a fim de enriquecer o pão, por exemplo.

Vale lembrar que essas informações foram obtidas através de estudos. Jamais poderão ser utilizadas plantas, raízes e frutos desconhecidos, podendo os mesmos ser tóxicos, ocasionando alergias até a morte.

Quando fizer a opção por PANC é de extrema importância ter a certeza que de fato são alimentícias. Para isso você pode consultar o livro Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC) no Brasil, resultado de 10 anos de trabalho dos autores Valdely Kinupp e Harri Lorenzi.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Matos de Comer: Capuchinha

As plantas alimentícias não convencionais (PANC) são plantas que a maioria de nós não comemos, ou por falta de conhecimento, ou mesmo costume. Portanto, são plantas alimentícias que poderíamos consumir, mas não consumimos.

Incluem assim uma vasta gama de matos de comer ou hortaliças. Ainda, frutas silvestres e cultivadas em vários lugares; alguns tipos de grãos, vagens, feijões e cereais.

O interesse crescente por essas plantas não está somente em suas características nutricionais, mas também em sua valorização, sendo que as mesmas sofrem um sério risco de desaparecerem. Ainda, auxilia na valorização da nossa diversidade nativa, popularizando o seu uso em determinadas regiões.

Da serie Matos de comer, a sexta planta a ser citada é a: Capuchinha


Planta ornamental e rasteira, a capuchinha é muito utilizada na alimentação em diversos países. Com flores das mais diferentes cores e folhas arredondadas, seu sabor é picante e lembra o agrião.

Suas folhas podem ser usadas em saladas, omeletes e tortas.

Suas flores, que são ricas em carotenoides e vitamina C, são bem versáteis e famosas na cozinha, combinando com saladas, carnes e queijos.


Seus frutos também podem ser usados, podendo transforma-los em picles.

Para o seu cultivo não são necessários muitos cuidados. Para o plantio basta pegar uma muda ou um galho e colocá-lo em terra úmida. Ela não é exigente quanto à adubação, mas gosta de umidade no solo, por isso deve-se garantir que o mesmo não fique seco.

domingo, 28 de agosto de 2016

Matos de Comer: Vinagreira

As plantas alimentícias não convencionais (PANC) são plantas que a maioria de nós não comemos, ou por falta de conhecimento, ou mesmo costume. Portanto, são plantas alimentícias que poderíamos consumir, mas não consumimos.

Incluem assim uma vasta gama de matos de comer ou hortaliças. Ainda, frutas silvestres e cultivadas em vários lugares; alguns tipos de grãos, vagens, feijões e cereais.

O interesse crescente por essas plantas não está somente em suas características nutricionais, mas também em sua valorização, sendo que as mesmas sofrem um sério risco de desaparecerem. Ainda, auxilia na valorização da nossa diversidade nativa, popularizando o seu uso em determinadas regiões.

Da serie Matos de comer, a quinta planta a ser citada é a: Vinagreira


Também chamada de hibisco, recebe o nome de vinagreira devido ao seu sabor extremamente acido.

Pertencente à família do quiabo, seus frutos parecem pequenos “quiabinhos”, porém deve se tomar o cuidado de consumir apenas seu cálice externo.


Seu chá, muito famoso, de coloração vermelha, sabor acido e frutado, deve ser feito a partir dos pequenos cálices dos frutos, colhidos ainda imaturos e colocados para secar.

Suas sementes são ricas em proteínas e podem virar farinha, ou claro, se transformarem em novas plantas.

Suas folhas também podem ser utilizadas, como exemplo o arroz de cuxá, típico do Maranhão.

Sua planta é um arbusto perene que pode chegar a 4 metros de altura, com folhagem verde ou arroxeada. Gosta de sol, e sua floração e produção ocorrem uma vez por ano.